Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Portugal – Cientistas portugueses criam vírus para testar tratamentos contra o cancro

Cientistas do Instituto de Medicina Molecular (iMM) criaram um vírus de ratinho com material genético de um vírus herpes humano, para testar possíveis medicamentos contra determinados cancros causados por vírus herpes

O vírus quimera gerado quando infeta ratos é viável e provoca infeção persistente nas células que, em humanos, leva ao aparecimento de alguns tipos de cancro, como linfomas (cancros do sangue) e sarcoma de Kaposi (cancro dos tecidos vasculares que se manifesta na pele e surge nas pessoas infetadas pelo vírus da sida).

Para este trabalho de engenharia genética, a equipa usou o vírus Kaposi, um vírus do tipo herpes humano que tem um equivalente nos ratos. Ambos têm uma proteína, a LANA, que desempenha a mesma função, embora adaptável ao seu hospedeiro.

Segundo o coordenador do grupo de investigação do iMM, Pedro Simas, esta proteína tem uma "função crucial, permite ao vírus persistir no organismo, estabelecer uma infeção persistente", que, nos humanos, degenera em determinados cancros.

Sendo o vírus humano e o vírus dos ratinhos "muito parecidos", com a mesma proteína funcional, "o modelo de vírus" nos roedores "serve para extrapolar para o que acontece na infeção humana", sustentou à Lusa o investigador.

Pedro Simas explicou que se a função da proteína for inibida, o vírus não sobrevive e o tumor morre.

"Por isso, é um alvo terapêutico muito bom", frisou.

Partindo deste pressuposto, os investigadores criaram o modelo de vírus animal para testar moléculas inibidoras da proteína e ver como esta se comporta.

Os resultados do trabalho, realizado pelo Instituto de Medicina Molecular em colaboração com a Harvard Medical School, nos Estados Unidos, foram publicados na revista científica PLOS Pathogens. In “Revista PORT.COM” - Portugal

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Brasil - Pier Mauá ganha prêmio internacional pela iluminação dos guindastes históricos

Monica Lobo é a responsável pelo projeto vencedor da categoria melhor esquema de iluminação exterior - baixo orçamento e prêmio principal da revista inglesa Mondo Arc



Os guindastes datados de 1968, recém-restaurados pelo Pier Mauá e inaugurado em abril deste ano com projeto de iluminação assinado pela designer Monica Luz Lobo, acabam de conquistar uma premiação de âmbito global, da revista Mondo Arc, uma das publicações de design de iluminação mais lidas e respeitadas no mundo.

“Nós recebemos o Prêmio Darc Awards 2017 na categoria Structures Low Budget e também o Prêmio Darc of Darcs, ou Winner of the Year como o projeto mais votado em todas as categorias pelo projeto de iluminação dos guindastes do Pier Mauá. Isto representa um reconhecimento internacional do nosso trabalho e também a força que a iluminação pode ter quando interfere em equipamentos públicos de forma consciente trazendo significado, contribuindo para a renovação do espaço público”, comemora Mônica.

A ideia e o conceito do belíssimo projeto de iluminação foi de revelar a estrutura e sua imponência de escala com iluminação branco quente, conferindo ainda alma e vida por meio da iluminação com troca de cor na cabine e haste de carga.

“Desde pequena sempre achei que os guindastes remetem a animais, e essa ideia, que é até um pouco infantil, trouxe a inspiração para o conceito. Esses personagens de peças de metal são bem conhecidos pelos cariocas e, certamente, todas as crianças que colocaram olhos em um deles, relataram sua forma e tamanho com cartoons como dinossauros ou alguma outra criatura de sua imaginação. Portanto, a intenção da iluminação é dar vida a essas grandes estruturas metálicas, de forma que as pessoas possam voltar para a infância e, assim, dar asas à imaginação”, explica Mônica.

A abordagem a este conceito de iluminação consiste em revelar a estrutura principal, as “pernas e parte superior do animal”, usando inundações de LED brancos quentes, com diferentes ângulos de intensidade e feixe, aproveitando a transparência existente das cabines do operador e ao longo com o boom da grua, os “braços” da criatura imaginária, usando uma tecnologia LED RGB que adiciona movimento e pulsação a esse personagem que criaram.

Com este recurso, a estrutura se comunicará com a cidade, homenageando datas especiais de reconhecimento como outubro rosa, novembro azul, Natal ou qualquer outra data especial relacionada à cor e proporcionando um espetáculo visual para visitantes da área. O projeto de restauração levou 11 meses para ser concluído com o investimento de R$ 200 mil.

A pré-seleção foi feita por um júri multidisciplinar e depois a votação foi aberta para lighting designers e light artists. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (14). Mônica Lobo recebeu o prêmio durante a cerimônia que aconteceu em Londres, na Inglaterra.

Para Denise Lima, diretora do Pier Mauá, “os prêmios representam o reconhecimento destas duas estruturas históricas belíssimas, ícones da importância do porto para nossa cidade, e da iniciativa do Pier Mauá em investir no projeto de restauração e iluminação, que graças ao maravilhoso trabalho da designer Monica Lobo, a Praça Mauá ganhou um novo cenário noturno para ser desfrutado por cariocas e turistas! E nós estamos muito orgulhosos e felizes com essa premiação”.

Sobre os guindastes:

Os guindastes que ajudaram a construir a história econômica e sociocultural da cidade com a atividade portuária, não operam há pelo menos 20 anos. Chegaram na década de 50 e na época foram trocados por sacas de café. Os guindastes estão desativados por terem se tornado obsoletos frente às novas tecnologias e estão espalhados por toda a costa brasileira, de Manaus até Rio Grande.

A utilização de lâmpadas LED de alta eficiência permitiu manter o consumo de energia total por guindaste em torno de 720 watz, mínimo para uma estrutura deste porte, enquanto o normal seria em média 4 mil watz. In “Pier Mauá” - Brasil

Macau – Festival da Lusofonia realiza-se novamente nas Casas-Museu da Taipa

O Festival da Lusofonia deste ano será realizado entre 19 e 22 de Outubro, mais um dia face à última edição, revelou o Instituto Cultural ao Jornal Tribuna de Macau. Ao longo dos quatro dias estarão presentes “stands” de 10 países lusófonos, além de um relativo à Região Autónoma de Guangxi, uma das novidades desta 20ª edição que também aumentou para 50 mil patacas o valor concedido a cada associação.



As Casas-Museu da Taipa voltam a servir de palco para o Festival da Lusofonia, numa edição que este ano traz algumas novidades, a começar pela sua duração. Ao Jornal Tribuna de Macau, o Instituto Cultural (IC) avançou que o evento cresce um dia, uma vez que irá realizar-se entre os próximos dias 19 e 22 de Outubro.

Além da participação das 10 comunidades lusófonas (Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Damão e Diu, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste) haverá também um novo “stand” da Região Autónoma de Guangxi, no Interior da China, revelou ainda o IC.

Com o Festival da Lusofonia agendado para daqui a sensivelmente um mês, as associações que representam os países lusófonos no território já estão a trabalhar para oferecer um ambiente que enche aquela característica zona da Taipa. Nesta 20ª edição, também se verificaram mudanças em termos de orçamento, com as associações locais a serem financiadas com 50 mil patacas, mais 20 mil do que nas edições anteriores.

A presidente da direcção da Associação dos Amigos de Moçambique explicou ao Jornal Tribuna de Macau que o “stand” deste ano irá dar destaque ao Parque Nacional da Gorongosa – área de conservação situada na zona limite sul do Grande Vale do Rift Africano. Os planos de Helena Brandão incluem a exibição de “filmes e fotografias” que permitem dar a conhecer a evolução da zona situada no coração do centro de Moçambique e que viu “dizimadas muitas espécies durante a guerra civil”.

Hoje em dia, o parque mais famoso de Moçambique é gerido pelo Governo em co-parceria com a Fundação “Carr”. Este esforço conjunto permitiu aumentar e relançar espécies que sofreram com o período de guerra. “Há uma evolução substancial. Melhoraram as condições de vida das pessoas e vamos destacar (…) o papel que a fundação tem desempenhado”, explicou Helena Brandão, que conta com o apoio da Fundação “Carr” para a recolha e exibição dos materiais durante o Festival da Lusofonia.

Além desta vertente, o “stand” de Moçambique irá apostar uma vez mais na gastronomia oferecendo um leque variado de petiscos para abrir o apetite dos visitantes. Segundo Helena Brandão, o país estará também representado na Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa com a sabedoria gastronómica da “chef” Tia Orlanda no Restaurante das Casas-Museu. Já no que ao artesanato diz respeito, a Associação dos Amigos de Moçambique convidou Dina Paz para exibir os seus trabalhos em capulana (tecido típico) na habitual Feira do Carmo, na Taipa.

Das paisagens de Goa à poesia do Brasil

Em fase de preparação está também o Núcleo de Animação Cultural de Goa, Damão e Diu. Segundo o presidente, Sharoz Penenkar, o objectivo do núcleo é convidar as pessoas a “entrar” no antigo território da União da Índia. “Vamos ter várias portas onde as pessoas podem entrar ‘directamente’ em Goa, Damão e Diu e ver as paisagens, fotografias, gastronomia e talvez a parte cultural. Estamos a ponderar ainda”, contou o presidente do núcleo que tomou posse este ano.

Neste ambiente não faltarão também os petiscos. Quem passar pelo “stand” de Goa, Damão e Diu poderá provar alguns dos pratos mais famosos como o pão com chouriço à moda da Índia, chamuças, entre outros. Quanto ao contributo do Núcleo para a Semana do Artesanato na Feira do Carmo foi convidado Harichandra Pokle, mestre de tatuagens indianas.

Em relação à participação da Casa do Brasil no Festival da Lusofonia pode-se esperar poesia. Segundo a presidente, Jane Martins, a associação baseou-se num livro editado pela Embaixada do Brasil em Pequim que incluiu textos de 50 poetas.

Em termos concretos, o “stand” que representa o Brasil será revestido com poemas em Português e traduzidos em Chinês. “Vamos expor livros e vamos ter a ‘literatura de cordel’ com muitos outros poetas para quem quiser comprar ou ler”. O objectivo da Casa do Brasil, segundo conta, “é tentar com que as pessoas leiam um pouco de poesia”. Nessa linha, serão colocadas duas árvores artificiais onde os visitantes podem escrever os seus próprios poemas e outra onde estarão mais poemas expostos.

Quanto à presença da língua chinesa no “stand” da Casa do Brasil, Jane Martins explica que, de facto, “temos notado que há mais visitantes chineses”. “Normalmente, os nossos panfletos e livros estão em Português e desta vez tivemos esta ideia de pôr alguma coisa para que os visitantes também possam ler”, notou.

Na vertente gastronómica não vão faltar as famosas caipirinhas. Haverá ainda “limonada, guaraná e o famoso pastel de feira”. Por outro lado, no que diz respeito ao artesanato, os visitantes do Festival da Lusofonia podem ter acesso a peças de capim dourado – uma arte presente noutras edição do evento que foi um sucesso e cuja aposta é agora renovada. Catarina Almeida – Macau In “Jornal Tribuna de Macau”

Brasil - 6º maior farol do mundo inaugurado no Mucuripe

A nova construção, três vezes maior que a anterior, conta com tecnologia francesa e sistema de automação



O novo Farol do Mucuripe foi inaugurado oficialmente na passada segunda-feira, 18 de Setembro, após solenidade realizada pela Marinha do Brasil e Grupo J. Macêdo, responsáveis pelo projeto. A estrutura impressiona pelos 71,1 metros de altura e foi apresentada como o maior farol tradicional das Américas e o sexto maior do mundo, obedecendo as funções de assegurar a vinda das navegações e ampliar a capacidade de verticalização de construções na região onde foi estabelecida. Já em funcionamento, o investimento de R$ 5 milhões foi feito pelo grupo J. Macêdo, que possui instalações próximas ao novo Farol.

Ressaltando a importância do Porto do Mucuripe como ponto estratégico e de confluência de rotas comerciais, Amarílio Macêdo, presidente do Conselho J. Macêdo, destacou o incremento da segurança costeira e a oportunidade de crescimento vertical demandada pela cidade e pelo grupo.

Futuro

“Temos o propósito de seguir o nosso compromisso de crescer. Estávamos limitados pela altura do farol antigo, que não atendia mais às necessidades do futuro. E agora, com esse novo Farol, o futuro já está virando presente. Estamos fazendo uma construção de silos em uma altura que era proibida fazer antes, além de trazer segurança e desenvolvimento”, esclarece Amarílio Macêdo. Os silos de armazenamento de grãos da empresa, localizados no Porto do Mucuripe desde a década de 1950, poderão ter a estrutura vertical ampliada com a nova altura do farol. A nova construção, três vezes maior que a anterior - de 22 metros -, é equipada com tecnologia francesa e sistema de microprocessamento, automação e ainda segurança.

Investimentos

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, esteve presente na solenidade que oficializou a inauguração do novo equipamento. De acordo com o chefe do Executivo Municipal, o farol trará investimentos para o Mucuripe. “O principal ponto é que agora vai haver um crescimento nessa área. Essa comunidade precisa de desenvolvimento, emprego e renda. Acredito que o farol veio para iluminar o futuro do bairro”, comenta. Além dele, o almirante Leal Ferreira, atual comandante da Marinha do Brasil, também esteve na cerimônia.

O acendimento, o desligamento e o controle da velocidade de giro serão realizados inteiramente por um sistema informatizado. De acordo com Leonardo Salema, capitão dos Portos, a lâmpada, agora de led, possui uma intensidade equivalente ao dobro da anterior. “Isso facilitará a identificação do farol por parte dos navegantes, que vão poder seguir um rumo correto e seguro para demandar o Porto de Fortaleza. A estrutura facilita por ser mais relevante e mais fácil de ser visualizada”, explica o oficial.

A parceria entre o grupo J. Macêdo e a Marinha do Brasil foi fechada em 16 de fevereiro de 2016, e a construção do farol levou nove meses para ser concluída. Com o novo equipamento, a orla terá acréscimo de até 30% na capacidade de verticalização. Beneficiando principalmente as pequenas embarcações, que não contam com sistema de geolocalização, o farol pode ser visto a uma distância de 80 quilômetros durante a noite, e 54 quilômetros durante o dia.

O ciclo de acendimento rotativo é o que caracteriza o farol, que tem um lampejo a cada dez segundos. Possidônio Filho, presidente da Colônia de Pescadores, destacou o investimento como um divisor de águas para todos os navegantes. “Quando saímos e vamos para longe da praia, o farol é a única referência que temos na noite. Agora, com esse maior, vai ter mais segurança para o pescador, que está sendo guiado por um equipamento com tudo que há de mais moderno”, salienta. In “Diário do Nordeste” - Brasil

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Observatório da China - Exposição “Cantão e a Rota Marítima da Seda”

UCCLA apoia exposição “Cantão e a Rota Marítima da Seda”



Terá lugar amanhã, dia 21 de setembro, pelas 19 horas, a inauguração da exposição “Cantão e a Rota Marítima da Seda”, no Museu de Évora - Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (sito no Largo Conde de Vila Flor), que conta com o apoio da UCCLA. O Secretário-Geral, Vítor Ramalho, estará presente na inauguração.

A mostra é organizada pelo Observatório da China e Museu de Guangzhou, em parceria com a Câmara Municipal de Évora, Museu Frei Manuel do Cenáculo/Direção Regional de Cultura do Alentejo, e conta com o apoio da UCCLA, Embaixada da República Popular da China e Turismo do Alentejo.

Esta exposição pretende aprofundar o conhecimento e os laços culturais com a China, através da divulgação à população do Alentejo, da milenar cultura da província chinesa de Cantão, uma das mais importantes a nível cultural e económico e que teve um papel pioneiro nas relações marítimas da China com o Ocidente e o Oriente.

A exposição apresenta uma coleção de importância histórica, com peças originais, algumas delas recolhidas em escavações arqueológicas em túmulos das antigas Dinastias. Incluí, também, artefactos datados de há mais de 2000 anos e peças que ilustram as relações marítimas e comerciais de Cantão com a Europa e com Portugal.

A exposição estará patente ao público até ao dia 31 de dezembro de 2017. Horário de Verão: das 10h00 às 18h00. Horário de Inverno: das 9h30 às 17h30.

A exposição tem um custo de entrada de três euros, que permite visitar, igualmente, a exposição permanente do Museu:

Câmara Agrícola Lusófona na feira SuperMinas Food Show 2017 em Belo Horizonte


A CAL convida empresas portuguesas do agroalimentar para uma das maiores feiras de distribuição alimentar do Brasil



A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) está a dinamizar a participação de pequenas e médias empresas (PME) nacionais a estarem presentes no expositor de Portugal, naquele que é considerado como o evento mais completo do setor do retalho no Brasil, a feira SuperMinas Food Show 2017.

De 15 a 22 de outubro, em Belo Horizonte, na capital do Estado de Minas Gerais, a comitiva empresarial participante terá a oportunidade de expor os seus produtos numa feira que em 2016 teve mais de 54 mil profissionais do setor e que gerou um volume de negócios superior a 470 milhões de euros. Relativamente ao agronegócio, o Brasil importa 9.920 milhões de euros e de Portugal apena importa 287 milhões de euros, correspondendo a 3% do total. Os produtos que Portugal possui maior quota de mercado no Brasil são: carnes transformadas, vinho, pêras, bolachas e azeite.

Através desta ação pretende-se fortalecer as boas relações comerciais entre Portugal e Brasil, com especial relevância com o Estado de Minas Gerais, o qual se tem consolidado na economia brasileira como o terceiro maior PIB do país. Minas Gerais beneficia da sua posição geoestratégica, encontrando-se delimitado por seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, constituindo-se assim como uma porta de entrada para os mercados adjacentes.

O potencial de exportação português é elevado, considerando o valor total de importações agoralimentares do estado de 441 milhões tendo Portugal apenas uma quota de mercado de 1%, o que corresponde a 4,1 milhões de euros. Os principais produtos que Portugal exporta para o estado mineiro os produtos oleaginosos, bebidas, pescado e frutas, cujas quotas no estado são 9,4%, 7,9%, 5,5% e 2%, respetivamente.

Ao longo da missão, os participantes terão acesso a um programa que possui uma abordagem transversal no agronegócio, proporcionando contactos com diversas entidades de relevo, privilegiando-se a criação contactos comerciais.

Esta é uma iniciativa que se insere no âmbito Projeto de Internacionalização Agronegócio CPLP 2017/2018, cofinanciado pela União Europeia através do Portugal 2020 e Compete 2020.

As inscrições são limitadas, podendo ser efetuadas pela seguinte ligação: aqui

O programa poderá ser acedido: aqui

Para mais informações: aqui

Sobre a CAL:

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona é uma associação empresarial sem fins lucrativos que está presente em todos os países da CPLP, promovendo a divulgação do agronegócio, em território nacional e internacional, com particular ênfase nos países de língua portuguesa.


OIT - Mundo tem 40 milhões de pessoas na escravidão moderna e 152 milhões de crianças no trabalho infantil

Novas estimativas globais serão lançadas pela OIT e parceiros durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.



Uma nova pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para Migração (OIM), revela a verdadeira escala da escravidão moderna em todo o mundo. Os dados, lançados hoje durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, mostram que mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas da escravidão moderna em 2016. Além disso, a OIT também lançou uma nova estimativa de que cerca de 152 milhões de crianças entre cinco e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil no mesmo ano.

As novas estimativas também mostram que as mulheres e as meninas são as mais afetadas pela escravidão moderna, chegando a quase 29 milhões ou 71% do total. As mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na indústria comercial do sexo e 84% dos casamentos forçados.

A pesquisa revela que, entre as 40 milhões de vítimas da escravidão moderna, cerca de 25 milhões foram submetidas a trabalho forçado e 15 milhões foram forçadas a se casar.

O trabalho infantil continua concentrado principalmente na agricultura (70,9%). Quase um em cada cinco trabalhadores infantis trabalha no setor de serviços (17,1%), enquanto que 11,9% dos trabalhadores infantis trabalham na indústria.

O Diretor-Geral da OIT, Guy Ryder, disse: "A mensagem que a OIT está enviando hoje – junto com nossos parceiros da Aliança 8.7 - é muito clara: o mundo não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a menos que aumentemos de maneira dramática os nossos esforços para combater esses problemas. Essas novas estimativas globais podem ajudar a moldar e desenvolver intervenções para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil".

O presidente e fundador da Fundação Walk Free, Andrew Forrest, afirmou: "O fato de que, como sociedade, ainda temos 40 milhões de pessoas na escravidão moderna é uma vergonha para todos nós em qualquer dia. Se considerarmos os resultados dos últimos cinco anos, para os quais coletamos dados, 89 milhões de pessoas tiveram alguma experiência de escravidão moderna, por períodos de tempo que variam de alguns dias a cinco anos. Isso fala diretamente com a discriminação e a desigualdade enraizadas profundamente em nosso mundo atual, associadas a uma tolerância chocante da exploração. Isso precisa parar. Todos nós temos um papel a desempenhar na mudança dessa realidade – empresas, governos, sociedade civil, cada um de nós".

Sobre os dados

As novas estimativas globais são um esforço coletivo dos membros da Aliança 8.7, a parceria mundial para acabar com o trabalho forçado, a escravidão moderna, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil, que reúne parceiros chave representando governos, organizações das Nações Unidas, setor privado, organizações de empregadores e trabalhadores e sociedade civil, a fim de atingir a Meta 8.7 da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Os dados estão publicados em dois relatórios:
Estimativas Globais da Escravidão Moderna: trabalho forçado e casamento forçado, elaborado em conjunto pela OIT e pela Fundação Walk Free, em parceria com a OIM;

Os dados estão disponíveis no sítio da Aliança 8.7

Notas:

Escravidão moderna

Existem cerca de 40 milhões de pessoas presas na escravidão moderna. Mulheres e meninas são afetadas desproporcionalmente, chegando a quase 29 milhões ou 71% do total. Uma em cada quatro vítimas da escravidão moderna são crianças (cerca de 10 milhões). Por volta de 37% (ou 5,7 milhões) das pessoas forçadas a casar eram crianças.

Trabalho forçado

Cerca de 25 milhões de pessoas estavam em situação de trabalho forçado em qualquer momento em 2016. Fora isso, 16 milhões de pessoas estavam em situação de exploração de trabalho forçado no setor privado, como trabalho doméstico, construção e agricultura. Além disso, cerca de cinco milhões de pessoas estavam em situação de exploração sexual forçada, e pouco mais de quatro milhões de pessoas (ou 16% do total) estavam em situação de trabalho forçado imposto por autoridades de governos.

Casamento forçado

Estima-se que 15,4 milhões de pessoas viviam em casamentos forçados em qualquer momento de 2016. Desse total, 6,5 milhões de casos ocorreram nos últimos cinco anos (de 2012 a 2016). O restante começou antes desse período, mas continuou durante ele. Mais de um terço de todas as vítimas do casamento forçado eram crianças no momento em que se casaram, e quase todas essas crianças vítimas eram meninas.

Trabalho infantil

Um total de 152 milhões de crianças – 64 milhões de meninas e 88 milhões de meninos – estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças no mundo. O maior número de crianças de cinco a 17 anos envolvidas em trabalho infantil foi encontrado na África (72,1 milhões), seguida da Ásia e do Pacífico (62 milhões), das Américas (10,7 milhões), da Europa e da Ásia Central (5,5 milhões) e dos Estados Árabes (1,2 milhões). Aproximadamente um terço das crianças de cinco a 14 anos envolvidas em trabalho infantil estão fora do sistema educacional. Além disso, entre as crianças que realizam trabalhos perigosos, 38% das que têm de cinco a 14 anos e quase dois terços das que têm de 15 a 17 anos trabalham mais de 43 horas por semana.

Organização Internacional do Trabalho