Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Escócia – Descoberta espada de bronze com três mil anos

Um grupo de arqueólogos encontrou, na cidade de Carnoustie, na Escócia, um verdadeiro tesouro da Idade do Bronze. Entre outros artefatos, foi encontrada a ponta de uma lança decorada com ouro e uma espada de bronze com cerca de 3 mil anos

Os artefactos foram encontrados durante uma avaliação arqueológica no local, antes da construção de dois campos de futebol. A empresa Guard Archaeology afirma que esta é uma “descoberta rara e internacionalmente significativa”.

“Os mitos celtas mais antigos destacavam o reflexo e o brilho das armas. A decoração de ouro terá provavelmente sido acrescentada a essa ponta de lança de bronze para destacá-la tanto pela raridade do material como pelo impacto visual“, explicou o arqueólogo Alan Blair, em entrevista à BBC.

“Cada objeto individual é importante, mas a presença de ouro na ponta da lança torna o artefacto excepcional”, destacou.

A equipa também encontrou uma bainha de couro e madeira (a tampa de proteção sobre a qual repousa a espada), que foi considerada a bainha do fim da Idade do Bronze encontrada em melhor estado na Grã-Bretanha.

“É muito incomum recuperar tais artefactos numa escavação arqueológica moderna. Isto pode revelar muito sobre o contexto do enterro dos objetos”, destacou Blair.

Esta escavação revelou também o maior salão neolítico já encontrado na Escócia, que terá sido construído no ano 4000 a.C. A estrutura descoberta, dizem os arqueólogos, “pode ser tão velha para as pessoas que enterraram os artefactos como essas pessoas são para nós”.

Apesar de o trabalho ainda não estar finalizado, os cientistas descobriram, até agora, cerca de 1000 elementos arqueológicos, entre eles os restos de 12 casas sub-circulares que provavelmente datam da Idade do Bronze juntamente com os restos de duas salas que datam provavelmente do período neolítico. In “Zap.aeiou” - Portugal

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Portugal – Exportação de calçado para a China

Portugal é já o quinto maior fornecedor de calçado da China. E a tendência é para subir no ranking. Em 2009, a indústria portuguesa exportava 34 mil pares de sapatos para a China, no valor de 646,5 mil euros. Ou seja, a um preço médio de 18,86 euros. Sete anos volvidos, o país mais populoso do mundo multiplicou por 20 as suas importações de calçado português. Em valor claro, que atinge já os 12,9 milhões de euros. Em volume, o crescimento é de 2,7 vezes. E o preço médio é já o terceiro mais elevado – 41,06 euros por par.

“É natural que se comece a ter bons resultados na China, fruto de uma aposta consistente nos últimos anos. Acresce que temos algumas empresas portuguesas que são já uma referência no mercado”, diz Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos. Casos como a Tatuaggi, de São João da Madeira, que tem 5 lojas e 2 outlets da marca na China, operados por um parceiro local. Mas também a Nobrand, Profession Bottier ou a Kyaia, entre outros.

“A estratégia de entrada é a habitual na indústria portuguesa, com uma aposta sempre nos segmentos de mercado mais elevados. O que permite que o preço médio cresça sempre mais. E a verdade é que há pouco mercados no mundo dispostos a pagar mais de 40 euros por cada par de sapatos exportado”, refere.

Na verdade, o mercado que mais valoriza os sapatos portugueses é o chinês. A região administrativa especial de Hong Kong comprou, no ano passado, três milhões de euros em sapatos, a um preço médio por par de 44,99 euros. Quase o dobro do preço médio global de exportação do setor, que foi de 23,74 euros. Em segundo lugar surge a Coreia, com 42,59 euros e, em terceiro, a China. A quarta posição no ranking é ocupada pelos Estados Unidos/Canadá a uma distância considerável: 34 euros. Recorde-se que o preço final ao consumidor é, normalmente, o triplo do preço de saída de fábrica. Pelo menos.

Na China há vários anos, a Kyaia, o maior grupo de calçado nacional, detentor da marca Fly London, assume que os números de crescimento no mercado “são abismais”, mas que têm, ainda, um peso diminuto nas vendas totais do grupo. “Todas as épocas crescemos, mas há muita rotatividade de clientes. Mas já temos dois, pelo menos, com os quais trabalhamos há seis épocas consecutivas. O que é muito positivo”, diz Amílcar Monteiro.

A verdade é que, apesar do potencial ser enorme, a realidade é complicada. Não só pela distância, mas pela própria estrutura do mercado, onde o conceito de loja multimarca não existe ainda. Questões que levam Sérgio Cunha, da Nobrand, a assumir que a China “vai ser um mercado enorme, mas faltam anos para isso”. Embora tenha lá um showroom, em Xangai, para ir marcando terreno.

Já a Profession Bottier fechou, em dezembro, o seu showroom local. Não por desinteresse no mercado, que Ruben Avelar classifica de “fascinante”, mas por “falta de capacidade de investimento para alavancar o crescimento”. Ilídia Pinto – Portugal in “Dinheiro Vivo”

Portugal – Altice Labs alarga horizontes tecnológicos

“Cinco séculos depois de as caravelas terem partido de Portugal para descobrir o mundo, nós continuamos a descobri-lo.

Continuamos a mostrar novos mundos ao mundo e continuamos a estar presentes em mais de 30 países espalhados por cinco continentes, onde mais de 250 milhões de pessoas utilizam tecnologia desenvolvida aqui”. As palavras de Alexandre Fonseca, Chief Technology Officer (CTO) da PT, ontem, durante a sessão do primeiro aniversário da Altice Labs, pretenderam enaltecer o papel inovador desempenhado pela equipa sediada em Aveiro, que, no último ano, e na sequência do que já fazia enquanto “PT Inovação”, desbravou um caminho que alargou horizontes tecnológicos, criando novas rotas do conhecimento, apimentadas por especiarias da inovação. Hoje, ao olhar para um mapa-mundo com cada vez menos fronteiras, fruto da internacionalização do conhecimento tecnológico, aquele responsável garante que a influência das descobertas feitas neste cantinho à beira-Ria plantado se estendem por canais digitais, chegando ao outro lado do globo. E essa é a razão pela qual a palavra “orgulho” foi aquela que mais vezes se escutou nos discursos de todos os intervenientes.

Também Michel Combes, CEO da Altice, elogiou o passado da PT, que considerou ter sido “sempre uma referência a nível mundial pela sua capacidade de inovação e de liderar as grandes tendências em telecomunicações e tecnologia. Grande parte destas tendências e soluções foi desenvolvida aqui em Aveiro e este espírito único está intimamente ligado à visão de inovação da Altice”, assegurou.

Conforme foi anunciado ontem, o novo rumo da Altice Labs já está traçado e chama-se 5G. “Ter o 5G estandardizado antes de 2020 vai ser muito difícil, mas as primeiras demonstrações deverão ocorrer provavelmente nessa altura”, antecipou em declarações à agência Lusa o director geral da Altice Labs, Alcino Lavrador, durante uma visita aos dois novos laboratórios - o de 5G e o Future Lab - com Michel Combes, Paulo Neves, presidente da PT Portugal, e Alexandre Fonseca.

Apresentado laboratório aberto à comunidade

O dia de aniversário foi ainda aproveitado para a Altice Labs apresentar o Future Lab, um espaço aberto a crianças, estudantes e à sociedade em geral, para experimentação e prototipagem de novas ideias, em áreas como a electrónica associada à realidade aumentada, robótica, reprodução de hologramas, entres outras.

“Queremos trazer a comunidade cá para dentro. As pessoas podem desenvolver rapidamente um protótipo, este pode falhar rapidamente, mas também pode sair daí um negócio”, defendeu Alcino Lavrador. Adérito Esteves – Portugal in “Diário de Aveiro”


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Guiné-Bissau - 8º Fórum das Comunicações da CPLP

Bissau - Os países da comunidade lusófona «estão muito atrasados» no que diz respeito à tecnologia digital e «é preciso colocar em prática uma Agenda Digital rapidamente», defendeu, em Bissau, Filipe Baptista, secretário-geral da Associação de Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da CPLP (Arctel).

O secretário-geral da Arctel deu estas indicações em declarações aos jornalistas no encerramento de um fórum sobre o digital, que juntou representantes dos nove países da comunidade.

Na sua opinião, os países lusófonos estão «a ficar para trás no que concerne ao mundo digital», o que se pode ver no facto de os ministros das telecomunicações da comunidade «terem ficado 12 anos sem se reunirem».

Nestes 12 anos, referiu ainda Filipe Baptista, o sector das telecomunicações conheceu avanços consideráveis pelo que a CPLP (terá que «correr agora contra o tempo» para recuperar os atrasos, acrescentou.

O secretário-geral da Arctel pretende ter «uma primeira ideia de Agenda de Projetos Digitais a serem implementados nos países lusófonos em 2018 e levar os ministros das telecomunicações da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) a discutirem os projetos logo de seguida».

Até à próxima reunião dos ministros, marcada para outubro de 2018 na Guiné-Equatorial, a Arctel está incumbida de fazer um levantamento das estratégias de cada país para o setor do digital numa ação executada em colaboração com a Organização Internacional das Telecomunicações (OIT). In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Vem












Vamos aprender português, cantando


Vem, vem agora
mas vem bem na hora
mais no meu tempo
no meu pensamento
mais que palavras
traz o que se perdeu
no percorrer de um mero desejo que encolhe
meu bem me acolhe
quase em silêncio invade e transbordo
o que eu tenho por dentro
e guardo pra lhe dizer
nessa canção que me põe para fora
nessa canção que me expõe

Vem, vem agora
mas vem bem na hora
mais no meu tempo
no meu pensamento
mais que palavras
traz o que se perdeu
no percorrer de um mero desejo que encolhe
meu bem me acolhe
quase em silêncio invade
o que eu tenho por dentro
e guardo pra lhe dizer
nessa canção que me põe para fora
nessa canção que me expõe

nessa canção que me põe para fora
nessa canção que me expõe

Vem, vem agora
mas vem bem na hora
mais no meu tempo
no meu pensamento
mais que palavras
traz o que se perdeu
no percorrer de um mero desejo que encolhe
meu bem me acolhe
quase em silêncio invade
o que eu tenho por dentro
e guardo pra lhe dizer
nessa canção que me põe para fora
nessa canção que me expõe

nessa canção que me põe para fora
nessa canção que me expõe


Monique Kessous - Brasil

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Angola - IKI Mobile vai construir primeira fábrica

Não estava nos projetos iniciais da empresa construir uma fábrica em Angola mas o sucesso de vendas em 2016 no país, superou todas as expectativas. Com isso a IKI Mobile, uma jovem empresa portuguesa que nasceu no final de 2015, decidiu avançar com a primeira unidade fabril de tecnologia na capital angolana.

Com um investimento na ordem dos quatro mil milhões de euros, entre instalações e apetrechamentos, Tito Cardoso, diretor geral da IKI Mobile, assegura que este é um passo decisivo da empresa a nível internacional.

"O mercado angolano tem sido muito importante e onde sempre tivemos uma grande proximidade, não só pela nossa participação histórica como nas relações económicas", explica o empresário. Depois de uma análise estratégica sobre o mercado angolano, a decisão sobre a construção da fábrica foi antecipada, sobretudo depois de verificarem que os produtos vendidos iam ao encontro das necessidades, gostos e possibilidades financeiras dos angolanos. “Além disso, a entrada em Angola é também uma porta de entrada em outros países africanos, nomeadamente no Botswana, na Namíbia, na África do Sul e Moçambique, mercados que nos interessam”, salienta o diretor geral.

Tito Cardoso adianta ainda que está prevista uma produção mensal de 400 mil unidades numa primeira fase, que irão permitir criar entre 75 a 80 postos de trabalho. Smartphones, mobilphones e tablets serão os produtos fabricados no parque industrial da IKI Mobile, situado no bairro de Benfica em Luanda, que terá uma área de 1000 m2 + 600 m2, e integra um show room, uma área administrativa, refeitório e balneários, assistência técnica, controlo de acessos, unidade e produção, área de assemblagem, armazém de componentes, área de embalamento e ainda um armazém para o produto acabado. A obra já está em curso estando prevista a conclusão no primeiro trimestre deste ano.

“Consideramos que Angola é um bom país para investir mesmo com algumas dificuldades económicas que está neste momento está a passar. Por isso mesmo o país necessita de investimento e acreditou em nós. Queremos contribuir para o crescimento económico de Angola e desejamos também participar ativamente nas estratégias políticas do país. Para 2017, Tito Cardoso está convicto que será um ano de crescimento. Angola será um barómetro para o mercado africano, tal como em Portugal está para a Europa. O objetivo é aumentar o número de vendas e alargar mercados.

Em dezembro último lançou a nova gama de telemóveis composta por quatro modelos, o KF 1.8, o KF 2.4, o KF 4 Go e o KF5 Bless, neste último a empresa optou por substituir os componentes possíveis por materiais recicláveis, de origem nacional, desde os elementos que constituem o próprio equipamento à embalagem.

O primeiro smartphone feito de cortiça

Com um design 100% nacional, o KF 5 Bless Cork Edition é o primeiro smartphone de cortiça no mercado. É amigo do ambiente e da saúde do utilizador, com características extraordinárias ao nível da proteção da radiação da bateria por comportamento eficaz da cortiça, entre outras características importantes, como o primeiro sistema operativo da IKI Mobile, baseado no sistema operativo Android 5.1. A IKI Mobile já chegou também a mercados como África do Sul, Timor Leste, Senegal, Dubai, Brasil e Estados Unidos da América. Fernanda Pedro – Portugal in “O Jornal Económico” 


Portugal – Porto de Sines ocupa o 15º lugar na Europa em contentores

Porto de Sines
Fechado o ano de 2016, é tempo de fazer balanços. Na Europa, não há grandes novidades relativamente aos Portos que mais contentores movimentaram: Roterdão lidera, seguido agora por Antuérpia e depois por Hamburgo. Os três 'gigantes' deixam bem longe todos os outros. Já o Porto de Sines ocupa a 15ª posição e foi o segundo que mais cresceu no top-15.

Com um total de 1,513 milhões de TEU movimentados, o Porto de Sines surge na 15ª posição do ranking europeu. Em comparação com os números de 2015, o Porto português registou um crescimento de 13,8%, apenas suplantado pelo crescimento homólogo do Porto de Barcelona (+14,6%). Mas falando ainda de crescimento, os números do Porto de Sines têm ainda maior impacto numa comparação a 10 anos: desde 2007, o Porto português cresceu 908,7%, num registo que não encontra sequer algo semelhante no top-15. Todos os outros 14 Portos da lista já eram importantes 'hub's' de contentores em 2007, excepção feita ao Porto do Piréu, na Grécia, que cresceu 167,7% nos últimos 10 anos.

Na frente da lista continua o Porto de Roterdão, com um total de 12,385 milhões de TEU movimentados no ano passado, num crescimento homólogo de 1,2% (face a 2007, o crescimento foi de 14,8%). No segundo lugar aparece agora o Porto de Antuérpia, com 10,037 milhões de TEU (crescimento de 4% face a 2015 e de 22,7% nos últimos 10 anos). No último lugar do pódio está o Porto de Hamburgo (que era 2º em 2015), agora com 8,910 milhões de TEU - valor que representa um crescimento de 1% face a 2015 mas um decréscimo de 9,9% face a 2007.

De referir ainda que não será fácil para o Porto de Sines subir muito na tabela. Com 1,5 milhões de TEU, o Porto português tem no Porto de Southampton o mais próximo, com quase 2 milhões de TEU (1,957 milhões), embora com uma evolução relativamente estagnada (+0,2%). No 13º lugar está o Porto de Barcelona, já com 2,238 milhões de TEU que não só tem mais 700 mil TEU que Sines como também teve um crescimento forte no ano passado. Pelo resultado de Janeiro, com pouco mais de 160 mil TEU manuseados no Terminal XXI, em situação normal Sines deverá colar-se a Southampton e, quiçá, chegar ao 14º lugar. In “Cargo Edições” - Portugal

Top 15 europeu:

 1- Roterdão (HOL), 12385 M TEU;
 2- Antuérpia (BEL),10037 M TEU;
 3- Hamburgo (ALE), 8910 M TEU;
 4- Bremerhaven (ALE), 5487 M TEU;
 5- Algeciras (ESP) 4760 M TEU;
 6- Valência (ESP), 4722 M TEU;
 7- Felixstowe (UK), 3745 M TEU;
 8- Piréu (GRE), 3675 M TEU;
 9- Marsaxlokk (MAL), 3064 M TEU;
10- Gioia Tauro (ITA), 2797 M TEU;
11- Le Havre (FRA), 2519 M TEU;
12- Génova (ITA), 2298 M TEU;
13- Barcelona (ESP), 2238 M TEU;
14- Southampton (UK), 1957 M TEU;
15- Sines (POR), 1513 M TEU.