Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Brasil - O que há por trás da crise no Mercosul

SÃO PAULO – Um balanço sobre os prejuízos causados à Nação pelo ciclo de 13 anos, três meses e 24 dias de lulopetismo ainda está para ser feito e só será completado, provavelmente, quando as suas principais figuras já estiverem apenas nos livros de História, mas, desde já, não custa assinalar algumas das decisões erráticas que marcaram seus três governos e meio. Uma delas foi o apoio à entrada da Venezuela no Mercosul em 2012, decisão eminentemente política, pois o Brasil à época já havia assinado um acordo com os venezuelanos que garantia  as mesmas tarifas do bloco, o que pouco afetaria a relação comercial entre os dois países.

Em outras palavras: por trás de todo o atual imbroglio sobre o direito ou não de a Venuezela assumir a presidência do Mercosul, está a decisão tomada em 2012 de tornar o bloco um fórum político e ideológico, a pretexto de funcionar como uma barreira “ao imperialismo norte-americano”. Os estrategistas do governo de Washington, obviamente, não perderam o sono com essa bravata, até porque aquele país não teve nenhum prejuízo com essa mudança de orientação no Mercosul. O prejuízo, isso sim, caiu agora nas mãos de Brasil e Argentina.

Se o Mercosul tivesse continuado a funcionar apenas como bloco comercial, exatamente como havia sido idealizado à época de sua criação em 1991, hoje, não haveria tanta celeuma. E o relacionamento econômico entre Brasil e Venezuela não teria sido tão violentamente afetado: de janeiro a julho, as exportações brasileiras para aquele país já caíram 63% e, até o final do ano, deverão cair mais ainda, já que, hoje, em razão da crise econômica e política por que passa a Venezuela, os empresários brasileiros não querem arriscar vender seus produtos para lá porque não sabem se vão receber.

Tudo isso é de se lamentar, pois até 2015, na América do Sul, a Venezuela constituía o segundo principal destino das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da Argentina. Neste ano, em função de sua crise interna, a Venezuela, dentro do Mercosul, já está atrás do Paraguai e do Uruguai como destino das exportações brasileiras. E como mercado importador de produtos do agronegócio brasileiro perdeu o posto principal para o Chile. Também como mercado importador de produtos manufaturados a Venezuela perdeu importância, depois de ter sido em 2012 o segundo principal destino das exportações brasileiras nesse segmento.

Como se sabe, por trás das questiúnculas políticas e formais, está a necessidade que Brasil e Argentina têm de negociar sozinhos acordos com outros blocos e tratados internacionais. De fato, em função do Mercosul, mas não só por isso, o Brasil hoje tem apenas três acordos negociados e, mesmo assim, com nações de economia pouco expressiva. Há, portanto, uma necessidade premente de que opte por uma estratégia que contemple maior número de acordos comerciais, mediante a redução de tarifas aduaneiras, concessão de facilidades tarifárias e abertura de mercados, visando a sua inserção competitiva no planeta, por meio da ampliação das exportações, notadamente de produtos manufaturados. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site:www.fiorde.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2016

FME-CPLP – Formalmente apresentada

A Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME-CPLP) nasce da necessidade de valorizar o contributo das mulheres para o desenvolvimento socioeconómico e empresarial dos seus países. Objectivo principal: gerar negócio, valorizar e afirmar a capacidade das mulheres nos vários setores da economia e dos negócios

A Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP foi na passada quinta-feira formalmente apresentada, depois da Reunião de Assembleia Geral Constituinte que decorreu no passado dia 29 de Junho, em Lisboa. Maria Assunção Abdula (Empresária Moçambicana e administradora executiva da Intelec Holdings) foi eleita presidente da FME-CPLP para o mandato 2016/2020.

Da direcção e como vice-presidentes fazem parte mulheres representantes de cada país da CPLP: Angola (a indigitar), Brasil (Monica Monteiro), Cabo Verde (Eunice Mascarenhas), Guiné-Bissau (Munira Jauad Ribeiro), Guiné Equatorial (Maria Consuelo Nguema Oyana), Moçambique (Ema O. J. Mossa), Portugal (Felipa Fernandes Thomaz), São Tomé e Príncipe (a indigitar) e Timor-Leste (a indigitar). De salientar ainda que esta Federação tem a particularidade de incluir na direção os Representantes dos Países Observadores da CPLP.

Esta Federação pretende ser um agregador de mulheres dos nove Países de Língua Oficial Portuguesa e tem como foco principal gerar negócio, valorizar e afirmar a capacidade das mulheres nos vários setores da economia. A FME-CPLP estará, também, muito focada em criar e divulgar programas empresariais de financiamento que ajudem estas mulheres a expandir o seu negócio ou a criar um de raiz.

«Vamos trabalhar para valorizar o papel político, económico e financeiro da mulher nas diversas áreas de negócio, incrementar e melhorar as parcerias, o ambiente de negócios, o investimento e os modelos de cooperação entre as mulheres empresárias e empreendedoras», defende a presidente da FME-CPLP, Maria Assunção Abdula.

E reforça: «Queremos, com trabalho e empenho, dinamizar e gerar negócio em todos os setores, valorizar e afirmar a capacidade das mulheres em áreas ainda dominadas por homens como é a da energia e a do petróleo». De referir que a actividade do sector da energia é uma dimensão integrante da identidade dos Países da CPLP. Todos os nove países são possuidores de recursos fósseis e/ou renováveis, em potência e/ou em exploração. Em 2009, entre 2,4% e 2,8% da produção mundial de energia primária (fóssil e renovável) veio da CPLP.

Unidas pela língua, mas acima de tudo pela unidade na diversidade de valores, as mulheres da FME-CPLP querem também fazer despertar consciência social, criando projectos que alertem para outras questões como a igualdade de género. Recorde-se que, na IV Reunião de Ministras da Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres da CPLP, realizada em Maio, em Díli, Timor-Leste, ficou reconhecido que o empoderamento económico das mulheres e a sua autonomia económica, designadamente, através do empreendedorismo feminino, é um fator essencial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as metas da Agenda 2030.

«Estamos a falar de países com diferentes valores culturais, sociais e económicos mas também, com muito em comum, desde a língua, aos valores que partilhamos e que nos fazem grandes na igualdade e na diferença. Pessoal e profissionalmente somos capazes, porque somos mulheres de iniciativa e capacidade de fazer mais e melhor no mundo dos negócios», conclui Maria Assunção Abdula. In “Txopela” - Moçambique

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Macau - Mais de 77 mil alunos no novo ano lectivo

O novo ano lectivo vai arrancar contando com mais de 77 mil alunos, o que revela um aumento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano vão ser lançados os manuais de “Educação Moral e Cívica” para o ensino primário, sendo que será reforçado o “ensino sobre assuntos nacionais, história e cultura tradicional chinesas”

O ano lectivo 2016/2017 inicia-se com um total de 77 escolas e 77029 estudantes, o que equivale a um aumento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) o número de professores tem seguido a mesma tendência, prevendo-se que haja 7340 no início do semestre, mais 3%, em comparação com o ano lectivo anterior.

Os subsídios da escolaridade gratuita por turma nos ensinos infantil, primário, secundário geral e secundário complementar vão aumentar para 913600, 1 milhão, 1,2 milhões e 1,3 milhões de patacas. Além disso, o subsídio de propinas atribuído a cada aluno de escolas particulares nos ensinos infantil, primário e secundário vai passar para 18400, 20500 e 22800 patacas.

Os valores das bolsas de mérito foram uniformizados, passando para 3800 patacas em Hong Kong e 5800 patacas noutros países e regiões. As “bolsas de estudo para o ensino superior” vão apoiar, principalmente, alunos que prossigam estudos nos cursos de enfermagem, terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia e outras especializações da mesma área, além de estudos portugueses, língua portuguesa, tradução chinês-português e vice-versa. Também vão ser atribuídas bolsas especiais a especializações como as indústrias culturais e criativas, acção social, aconselhamento psicológico, ensinos infantil, primário e especial.

Entre as novidades deste ano destaca-se ainda o lançamento de manuais revistos do ensino primário sobre “Educação Moral e Cívica”, para uso nas escolas. De acordo com a DSEJ, ao mesmo tempo, vão ser desenvolvidas actividades “que cultivam e promovem nos alunos o amor pela Pátria e por Macau, as boas qualidades morais e o sentido de observância da disciplina e cumprimento da lei” além de uma série de acções de formação temáticas para os grupos de trabalho da educação moral.

Ao mesmo tempo, “será reforçado o ensino sobre assuntos nacionais, história e cultura tradicional chinesas, encorajando os alunos a cumprirem as suas obrigações cívicas”.

O português vai ser outra das áreas de investimento, garante a DSEJ, salientando que vai continuar a apoiar a organização de cursos de português nas escolas particulares através do envio de professores aptos a ensinar a língua e dos apoios do Fundo de Desenvolvimento Educativo. Outra medida implica “determinar o limite mínimo do número de horas do ensino de português nas escolas particulares e exigir, gradualmente, às escolas que cumpram esta exigência, para garantir que os alunos têm tempo suficiente para a aprendizagem da língua”.

O ensino especial também não fica fora da lista de preocupações já que serão aumentados os investimentos em “softwares e hardwares de ensino especial, apoiando as escolas na construção de um ambiente sem barreiras e o no recrutamento de mais pessoas de apoio pedagógico e melhorando os serviços do Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica”.

Aumenta-se ainda o envio de pessoal de apoio itinerante, bem como as suas horas de trabalho nas escolas para ajudar os professores da educação inclusiva, fornecendo apoio profissional técnico e profissional às escolas que ministram este tipo de educação. In “Jornal Tribuna de Macau”

domingo, 28 de agosto de 2016

Dança nua











Vamos aprender português, cantando


Tão perto daquela antiga avenida
passeiam as moças da noite
que hão-de chamar ao meio das pernas
os olhares que passam

Uma quer levar-me, mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar, e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar, e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
à beira de um barco esquecido
que tal como eu já foi tão forte
mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
para depois voltar ao bar
e por mil tragos cantar


Essa Entente - Portugal

sábado, 27 de agosto de 2016

Angola - Partidos políticos portugueses no VII Congresso do MPLA: ideologias ou interesses?

Muito se falou e ainda se fala sobre este facto. No meu ponto de vista as questões ideológicas da equação, nas relações Angola Portugal, no plano partidário, há muito se perderam, especialmente, com a queda do Muro de Berlim. Aliás, em África – podemos visualizá-lo agora melhor – essas questões só serviam para encobrir a defesa de interesses geo-estratégicos.

Neste âmbito, achei completamente sem sentido e mesmo lamentáveis as declarações que se atribuem ao representante do Partido Comunista Português (PCP), que o expuseram como imaturo ou ignorante, já que o oportunismo, numa vertente tão descarada, não costuma caracterizar tanto o PCP. Entendo que o PCP possa invocar razões de soberania, como o tem feito, no caso da rejeição de projectos parlamentares do Bloco de Esquerda (BE), de condenação à repressão contra as liberdades em Angola, mesmo quando inclua vítimas luso-angolanas. Na mesma medida não posso entender que o PCP destrate, com invocações passadistas, um partido político angolano – a UNITA – agora apenas adversário político do MPLA, depois de se ter estabelecido um pacto que constitui a trave mestra daquilo por que o povo angolano – e por contaminação, o povo português, tendo em conta os laços – aspirou durante tantos anos – o silêncio das armas. Ideologias não salvam vidas nem estabilizam estados, particularmente, em África.

De resto, equivocam-se os que falam da aproximação ideológica do MPLA de hoje, mesmo com os partidos comunistas de Cuba, China ou Coreia do Norte, muito menos com partidos comunistas, socialistas e social-democratas europeus. A vida ensina-nos, hoje por hoje, que vale o que se faz e não o que se escreve ou se diz. O MPLA, hoje, não tem outra ideologia que não a de submeter-se a José Eduardo dos Santos, apoiá-lo a troco de alguns favores, para deixá-lo apossar-se, à vontade, de enormes recursos do país e manter o poder definitivamente, com o apoio do exterior, que se defende com a falácia do respeito à soberania, onde o interesse de indivíduos é confundido com os interesses públicos.

Neste âmbito, na sequência de um certo descaramento que Paulo Portas (PP) vem imprimindo às práticas do CDS, em relação a Angola, as declarações do deputado luso-angolano Hélder Amaral não ultrapassaram quaisquer limites. Na verdade o que houve foi certa franqueza na declaração da ideia da necessidade de participação na espoliação do povo angolano, que não tem nem tribunal nem parlamento que se debruce sobre abusos contra si, porque foi proibida a “judiciarizção” da lavagem do dinheiro angolano em Portugal (segundo PP), enquanto em Angola a Assembleia Nacional não pode criar comissões de inquérito contra práticas irregulares do executivo e de parentes do Presidente.
Difícil corrigir os erros da colonização/descolonização a favor dos dois povos, porque gerações sucessivas de líderes oportunistas ou apenas sem visão vão puxando a brasa para a sua estreita sardinha, em Angola e em Portugal.

Não há mal nenhum que partidos de um e de outro lado se convidem mutuamente para determinados eventos. Mas é fácil intuir o motivo do destaque que se deu aos partidos portugueses no VII Congresso do MPLA: salvar a imagem afundada do líder incontestável, impressionando os angolanos que deverão continuar a pensar que eternizar-se no poder para enriquecer, de tal monta, a família e amigos, dentro e fora do país, traz um enorme prestígio, pelo menos, na nossa antiga metrópole. Marcolino Moco - Angola

Moçambique – Iniciativa Clube dos Amigos da Educação

Através da iniciativa denominada Clube dos Amigos da Educação, do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, lançada no ano passado, mais de 400 carteiras foram distribuídas pela Odebrecht Moçambique nos distritos de Mocuba e Lugela, na província da Zambézia, no início do mês de Agosto.

Segundo o director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, Tito José, estas carteiras fazem parte de um lote de 1105 programadas, sendo que agora foram priorizadas algumas escolas dos distritos de Mocuba e Lugela, tais como: a EPC (Escola Primária Completa) de Namahie, no posto administrativo de Namaquiwa, a Escola de Macuvine, a EPC Tomba de Água, a EPC Matede, a EPC 25 de Setembro e a EPC Nantuto. ”No caso de Namahie, é uma escola que desde a sua construção nunca teve carteiras, então esta é uma mais-valia para os alunos que se sentarão pela primeira vez nas carteiras para aprender o ABC.”

“É complicado o aluno sentado no soalho. Naturalmente o seu rendimento não é muito bom. Os impactos que advêm disso são vários e chega a interferir na formação física do próprio aluno. Outro impacto negativo é a própria caligrafia que tem a ver com a posição que o menino tem ao se sentar”, comentou o director pedagógico da Escola Completa 25 de Setembro, Paulino Francisco Fósforo, com 31 anos de experiência em docência.

Os alunos, por sua vez, disseram que a iniciativa, além de facilitar a aprendizagem, contribui igualmente para a higiene pessoal de cada um. “Nós saíamos de casa limpos e quando sentávamos no chão ficávamos logo sujos”, referiu Artur Ricardo que frequenta a 5ª classe.

Miguel Paiva, director de Relações Institucionais da Odebrecht Moçambique, referiu que ”este apoio insere-se nas políticas internas da nossa organização, visando contribuir para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem, de modo a garantir que cada criança e cada adolescente permaneçam na escola e aprendam com mais qualidade, promovendo o seu bem-estar e as chances de um futuro mais promissor para as mesmas e para o País.”

Refira-se que a Odebrecht já fez a entrega de outras 500 carteiras na província de Gaza, totalizando mais de 1600 carteiras a serem entregues às escolas do País. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Angola – Queda de 44% no movimento de contentores no Porto de Luanda

O porto de Luanda processou no primeiro semestre deste ano 3,1 milhões de toneladas de carga contentorizada, menos 35%, ou 1,7 milhões de toneladas, que no período homólogo de 2015.

Rosas Silvério, chefe do departamento de controlo estatístico e logística do Porto de Luanda, disse à “Angop” que a quebra ficou a dever-se à redução acentuada das importações, tanto na carga contentorizada como na carga a granel.

O número de contentores processados nos primeiros seis meses do ano foi de pouco mais de 128 mil, número que representa uma queda de 44% relativamente ao contabilizado no período homólogo de 2015 (em que foram processados mais de 290 mil contentores).

A actual crise económica que se regista em Angola, com reflexos na capacidade de obtenção de divisas, tem-se traduzido igualmente na redução do número de navios que demandam o país, algo a que o porto de Luanda não está imune.

No primeiro semestre atracaram em Luanda 2 437 navios (346 de longo curso e 2 091 de cabotagem), número que representa uma redução de 1 217 navios face ao período de Janeiro a Junho de 2015.

Porto de Lobito paralisado

No Lobito, o segundo maior porto de Angola, mais de dois mil trabalhadores paralisaram na passada terça-feira, em protesto contra o atraso no pagamento de salários, em falta há quatro meses.

Também ali é a crise da economia do país, e a consequente falta de divisas, a principal explicação para a redução da actividade do porto e, logo, para as dificuldades em fazer os pagamentos dos salários. In “Transportes & Negócios” - Portugal