Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 23 de abril de 2017

Trás Outro Amigo Também











Vamos aprender português, cantando


Amigo maior que o pensamento
por essa estrada amigo vem
por essa estrada amigo vem
não percas tempo que o vento
é meu amigo também
não percas tempo que o vento
é meu amigo também

Em terras
em todas as fronteiras
seja bem vindo quem vier por bem
seja bem vindo quem vier por bem
se alguém houver que não queira
trá-lo contigo também
se alguém houver que não queira
trá-lo contigo também

Aqueles
aqueles que ficaram
em toda a parte todo o mundo tem
em toda a parte todo o mundo tem
em sonhos me visitaram
traz outro amigo também
em sonhos me visitaram
traz outro amigo também

José Afonso - Portugal

sábado, 22 de abril de 2017

Moçambique – Subsídio aos transportadores trocado por autocarros de passageiros novos

O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) e a Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) assinaram esta quinta-feira, 20 de Abril de 2017, um memorando de entendimento que altera o actual modelo de subsídio aos transportadores, por não se ter revelado eficaz e por não ter permitido o aumento da oferta.

Assim, o valor que o Estado atribuía aos transportadores em forma de subsídio será usado para adquirir 300 autocarros, que deverão ser alocados a operadores privados para o transporte de passageiros nas principais cidades do País, com destaque para as de Maputo e Matola.

Os 300 autocarros, cujo processo de aquisição será feito de forma faseada e inclui assistência técnica e revisões regulares asseguradas, serão entregues às concessionárias, que deverão reembolsar parte do valor através das receitas cobradas.

Este memorando, conforme explicou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, é parte de um pacote de medidas visando a melhoria do sistema de transporte público urbano.

Assim, o pacote de medidas, para além da comparticipação na aquisição de meios de transporte, inclui a concessão de rotas na área do Grande Maputo (cidades de Maputo e Matola, e vilas de Boane e Marracuene) e o ajustamento da tarifa actualmente em vigor, que é de 7.00 e 9.00 Meticais, para distancias até 10Km e 20Km, repectivamente.

“A concessão de rotas é fundamental para evitar a concorrência negativa entre operadores da mesma rota, prevenir a indisciplina, como é o caso da paralisação unilateral da actividade. A concessão vai permitir que o operador tenha um mercado cativo, o que lhe facilita a realização dos investimentos necessários e, acima de tudo, facilitar a actividade do Governo, por possuir um único interlocutor”, disse o ministro.

Relativamente à tarifa, Carlos Mesquita garantiu haver consenso sobre a base para o reajuste, “devendo o assunto ser remetido às entidades competentes, nomeadamente os municípios, os governos provinciais e o ministério de tutela, conforme cada situação (urbano, interdistrital e interprovincial)”.

Mesquita sublinhou que o agravamento da tarifa deverá ser acompanhado pela intensificação da fiscalização para pôr fim ao encurtamento de rotas. "É muito injusto agravarmos a tarifa para o cidadão continuar a pagar várias vezes pelo mesmo trajecto. Exortamos desde já que esta prática deverá ser severamente combatida, em defesa dos utentes".

A materialização destas medidas, segundo Carlos Mesquita, deverá culminar com a melhoria na mobilidade urbana (através da requalificação e ampliação das vias, bem como a definição de faixas exclusivas para o transporte público urbano), comparticipação do utente do transporte público urbano nos custos operacionais, combinação do modo rodoviário com o ferroviário e reestruturação das empresas de transporte público.

Por sua vez o presidente da FEMATRO, Castigo Nhamane, mostrou-se satisfeito com a assinatura deste memorando, que resulta de negociações com os ministérios dos Transportes e Comunicações e da Economia e Finanças.

“Esta alteração do modelo de subsídio foi apresentada por nós (FEMATRO) porque chegámos à conclusão de que o dinheiro que nos era atribuído não trazia resultados visíveis para nenhuma das partes, nomeadamente Governo, operadores e passageiros”, referiu Castigo Nhamane. In “Olá Moçambique” - Moçambique

Macau - Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa agendado para Outubro

A Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX) estreou-se em 2015 durante a 20ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF na sigla inglesa) e prosseguiu em 2016 com “bons resultados”, referiu o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), ao anunciar que, por esse facto, a mostra irá tornar-se independente este ano, estando já agendada para o período entre 19 e 21 de Outubro no Centro de Convenções e Exposições do Venetian.

Com o intuito de reforçar a divulgação da PLPEX de 2017 junto dos países de língua portuguesa, o IPIM organizou duas digressões para a promoção do evento em São Paulo e Lisboa, em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (ApexBrasil) e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Nestas duas sessões, que decorreram em Março, marcaram presença cerca de 100 empresários e interessados.

A iniciativa contou, na capital portuguesa, com a colaboração da Delegação Económica e Comercial de Macau. Na ocasião, Glória Batalha Ung, vogal executiva do IPIM, aproveitou para salientar o papel de Macau “como a plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, bem como os trabalhos que o território tem vindo a desenvolver no âmbito da estratégia dos “Três Centros”: de Serviços Comerciais para as Pequenas e Médias Empresas da China e dos Países de Língua Portuguesa, de Distribuição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa e de Convenções e Exposições para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Wil Prado: estréia tardia, mas auspiciosa

                                                          I

Escrito em tom coloquial e próximo ao de um diário íntimo, o romance Sob as Sombras da Agonia (Lisboa, Chiado Editora, 2016) marca a estréia no gênero (tardia, mas auspiciosa) do jornalista, contista, cronista e crítico literário Wil Prado (1952). Saudado com entusiasmo por romancistas experientes e consagrados, como Raduan Nassar (Prêmio Camões de 2016) e João Almino, o livro demorou anos para sair à luz e traz flagrantes influências dos anos 70, época em que o boom da ficção latino-americana conquistou corações e mentes da geração de futuros escritores nascida nos anos 50.


Essa constatação é avalizada pelo jornalista e poeta Salomão Sousa na apresentação que escreveu para este livro de seu antigo colega de redação no Correio do Planalto na Brasília daqueles anos, na qual observa que Sob as Sombras da Agonia não se trata de um romance de formação, “mas de crítica social, descendente de Graciliano Ramos e de Dostoiévski e de outros mestres que lidam com o questionamento da realidade”.


O livro sai a uma época propícia porque denuncia o quanto a alta burguesia é capaz de fazer para manter o seu status, manipulando a vida e o futuro dos “humilhados e ofendidos”, na expressão dostoievskiana, desde a utilização das pessoas humildes como mercadorias até o assalto aos cofres públicos para utilizar para fins inconfessáveis recursos provenientes dos impostos pagos pela população e que deveriam ser aplicados na construção de hospitais, escolas, rodovias e outras obras de infraestrutura (sem superfaturamento).                                           

Em outras palavras: o romance de Wil Prado, ao retratar o cotidiano de uma casa de cômodos alugados a trabalhadores e outsiders de ambos os sexos, resgata um (sub)mundo que só cresce no Brasil de hoje, em que as ideias revolucionárias, depois de manipuladas por pelegos e aproveitadores das aspirações populares, acabaram desacreditadas a ponto de os novos profetas do apocalipse já anunciarem o fim da luta de classes. Ao que parece, a luta final será entre aqueles (poucos) que têm boa formação moral e aqueles (muitos) que não têm.

                                               II
Arlindo, funcionário modesto de um cartório de uma cidade nordestina, solteiro, dado a anseios literários que o levam a colaborar eventualmente com o jornal local (provavelmente, sem receber nada, a troco apenas da glória efêmera proporcionada pela letra impressa), sonha escrever um grande romance e vai anotando numa espécie de diário o que ouve e vê nas proximidades da pensão em que vive.

Com isso, o leitor começa a conhecer algumas personagens, como o mascate Targino, que, em meio à venda de uma e outra bugiganga, faz a chamada doutrinação ideológica, distribuindo panfletos incendiários, Filomena, a Nega Filó, cozinheira da pensão, Justina, a mulata despudorada que atrai os homens ao passar com suas partes exuberantes, a prostituta bondosa Maria das Dores, a mulata Rosalinda e suas “carnes frescas” e a missionária Madalena, que traz para a ficção brasileira um tipo de protagonista pouco comum até hoje, como observou com perspicácia Salomão Sousa no prefácio.

Ou seja, com Madalena, Wil Prado põe a andar na ficção nacional um tipo que a cada dia mais se vê na sociedade brasileira, a da mulher evangélica, de boa fé, que pratica a glossolalia, ou seja, exercita o dom de falar línguas estranhas em meio ao fervor religioso, em substituição às antigas benzedeiras e mães (e pais) de santo que povoaram a literatura de Jorge Amado (1912-2001), especialmente. E Wil Prado o faz sem destilar pregação religiosa nem avançar qualquer juízo moral.

A heroína do livro, porém, não é esta missionária religiosa, mas Lavínia, moça pobre, que alimenta o sonho de virar estrela de telenovela ou de teatro, pouco culta, mas que, de repente, passa a alimentar ideias extravagantes, como a de emancipação feminina, igualdade de direitos e “toda essa cantilena que arrumara não sei com quem”, como observa Arlindo, espécie de alter ego do autor.

Já o bandido da trama é Marconi Gadelha, filho do dono do cartório que emprega Arlindo, um tipo bon vivant, que passava temporadas no Rio de Janeiro, mas que sempre voltava bem bronzeado para usufruir o ócio na pequena cidade e gastava seu tempo iludindo as moças pobres com falsas promessas em troca de favores sexuais, que, invariavelmente, acabavam em abortos financiados pela própria “figura asquerosa”, na definição de Arlindo.

Mas não pára por aqui a variada fauna de personagens populares de Wil Prado. Para conhecê-la, porém, e descobrir um Brasil profundo que ainda está presente nesta sociedade da segunda década do século XXI só mesmo a leitura atenta deste romance, que, com certeza, será prazerosa.

                                               III
De Sob as Sombras da Agonia, o escritor Raduan Nassar diz que o romance o tocou, sobretudo, “pela linguagem, por palavras novas, metáforas bem sacadas, e os empurrões articulando o entrecho”, acrescentando que a obra arrola no geral gente do povo, “ao lado de uns poucos salafras da elite, com caracterizações convincentes, inclusive o perfil do próprio narrador, tolerante e compreensivo, mesmo se crítico não só do que está aí, mas consigo mesmo em suas idas e vindas”. Nassar reconhece a “força do romance, marcado dramaticamente por virulentos apelos e frustrações da carne”.

Já o diplomata João Almino, eleito recentemente para a Academia Brasileira de Letras, romancista com obras que retratam a dura vida dos excluídos que vivem em Brasília, observa que o romance de Wil Prado agarra o leitor desde as primeiras linhas e segue até o final “num crescendo com o voyeurismo do personagem narrador”. E destaca “um bem concebido resumo de suas memórias de Justina, Lavínia e tantos outros personagens ou situações nas últimas duas páginas”. Nascido no Rio Grande do Norte, Almino reconhece no romance a vivência no Nordeste do autor e a influência das leituras que fez em sua vida.

                                                           IV
Wil Prado, nascido em Teresina (Piauí), terceiro filho de uma família de seis membros, passou os seus primeiros anos numa casa simples, mas ampla, com terraço e quintal. Moleque que vivia na rua, acostumou-se a andar em meio à roda de violeiros e cantadores de feira, à beira do rio Parnaíba e próximo ao Mercado Velho, cenários que ficaram em sua memória e que marcam boa parte das narrativas curtas que escreveu.

Aos dez anos de idade, acompanhou a família em sua mudança para o Rio de Janeiro, mais especificamente para a praia de Copacabana, mas, um ano depois, seus pais, funcionários públicos, seriam transferidos para Brasília, então uma cidade ainda em formação. Na nova capital do País, estudou em colégios públicos, mas, segundo diz, nunca passou de aluno medíocre, “avesso a regras e métodos”.

Aos 21 anos, conseguiu o seu primeiro emprego, no departamento de artes do jornal Diário de Brasília. Como resultado do convívio com a redação, logo viraria repórter, sem fazer o curso de Jornalismo. Começou, sim, o curso de Letras, em 1976, na Universidade de Brasília (UnB), mas não o concluiu. Da universidade, lembra-se da oportunidade que teve de ler em sua biblioteca os clássicos brasileiros, de Graciliano Ramos (1892-1953) a José Lins do Rego (1901-1957), de Érico Veríssimo (1905-1975) a Jorge Amado. Segundo o escritor, a literatura praticada por esses autores, solidária com os desvalidos da terra, influenciaria definitivamente a sua opção pelos excluídos.

No jornal Correio do Planalto, como repórter policial, conheceria os dramas da periferia de Brasília, desde aquele tempo violenta e carente, em contraposição aos bem situados no poder, que costumam viver à custa das tetas públicas. Na editoria de Polícia, iria conviver com o poeta e jornalista Salomão Sousa, que assina a apresentação deste livro, com quem dividia sonhos literários. Quando o Correio do Planalto fechou as portas, virou  free lancer, colaborador de revistas como a extinta Visão.

Em 1979, tornou-se funcionário público, passando a trabalhar no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas continuaria a publicar contos e resenhas de livros em jornais e revistas de todo o País. Fascinado pela palavra, reconhece influências de Miguel de Cervantes (1547-1616), Gustave Flaubert (1821-1880), Émile Zola (1840-1902), Fiódor Dostoivéski (1821-1881), Eça de Queiroz (1845-1900), Louis-Ferdinand Céline (1894-1961), John Steinbeck (1902-1968) e Ernest Hemingway (1899-1961). Adelto Gonçalves - Brasil

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Sob as Sombras da Agonia, de Wil Prado. Lisboa: Chiado Editora, 250 págs., R$ 30,00,  2016. E-mail: geral@chiadoeditora.com Site: www.chiadoeditora.com

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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

Brasil – Porto Itapoá tem aumento de 25,5% no volume de contêineres

O Porto Itapoá registrou um aumento de 25,5% no volume de contêineres no longo curso neste primeiro trimestre de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da recessão da economia, que causou uma baixa significativa nos volumes no final do ano passado, o Terminal conseguiu superar as expectativas na movimentação de contêineres de exportação e importação nesses três primeiros meses do ano.

O destaque foi para as mercadorias importadas, cujo aumento chegou a 40% no período. As exportações registraram alta de 17,2%. As demais operações contabilizadas pelo porto como transbordo, contêineres vazios e remoções tiveram uma redução de 22%.

A movimentação de cabotagem se manteve praticamente estável no período, com um aumento de 2% do volume de contêineres.

O Porto Itapoá começou a operar em junho de 2011 e hoje é o sexto maior terminal de contêineres do País, segundo a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Vale destacar que o Porto Itapoá iniciou suas obras de expansão em outubro de 2016. O projeto prevê a ampliação da área do porto dos atuais 150 mil metros quadrados para 450 mil metros quadrados. A capacidade de movimentação, ao final da expansão, deve ser quatro vezes maior, dos atuais 500 mil TEUs movimentados por ano, para cerca de 2 milhões de TEUs. In “Antaq” - Brasil

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Portugal - Primeiro portal de informação marinha já está disponível

O primeiro portal português de informação marinha na Internet abriu esta quarta-feira e já tem disponíveis mais de 5000 registos sobre espécies, geografia, geologia e pontos de interesse turístico.


A coordenadora do projeto, Teresa Rafael, afirmou que se trata de um portal aberto, cuja informação pode ser atualizada por entidades, instituições como universidades ou empresas que tenham informação de interesse sobre o que existe no mar português.

Toda a informação do Sistema Nacional de Informação do Mar (SNIMar) vem com metadados, descrevendo do que se trata, e sempre com referências geográficas, de modo a saber-se o que há, onde está e onde pode ser acedida.

A gestão do portal será feita pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que admitirá novos parceiros que queiram acrescentar o que sabem.

"Sabemos que Portugal dispõe de um grande volume de informação sobre o nosso mar e zonas costeiras, sobre os nossos recursos marinhos, sobre as várias atividades económicas relacionadas com o mar como a pesca, transportes marítimos ou turismo", indicou a responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, Isabel Botelho Leal, que promoveu o portal.

Com o SNIMar a funcionar, espera-se que seja mais fácil investigar e investir na "economia azul", usando os mares de forma sustentável.

O portal foi criado com dois milhões de euros de fundos do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu e 325 mil euros do Estado português. In “TSF Rádio Notícias” - Portugal

Portugal - Fundação Inovação Bankinter investe em start-ups portuguesas

A Fundação Inovação Bankinter conta com um fundo aberto para financiar em parceria com investidores start-ups portuguesas nas quais pretende deter uma posição entre 5% e 10%.

Prestes a completar um ano de existência em Portugal, a Fundação Inovação Bankinter vai avançar com um fundo aberto para financiar em parceria com investidores start-ups portuguesas. O objetivo é deter uma posição entre 5% e 10%.

A fundação espanhola avaliou nos últimos dois meses 15 start-ups, das quais 6 passaram à fase seguinte, sendo esperado que, pelo menos, uma delas receba investimento.

Em Espanha já são 26 as start-ups que nos últimos anos receberam financiamento da Fundação Inovação Bankinter, sendo cinco delas fintech. O comércio eletrónico, o marketplace, as aplicações móveis e as ferramentas colaborativas são as áreas em que já investiu.

Numa primeira ronda de investimento pode ser esperado, no caso da start-up estar avaliada entre 1 e 4 milhões de euros, e mediante a maturidade da mesma, um investimento entre 50 e 200 mil euros.

A Fundação Inovação Bankinter organizou recentemente uma conferência em torno das start-ups como fonte de inovação, estando prevista a realização de mais dois eventos até ao final de 2017. Em 2018 está nos planos da fundação espanhola o lançamento de um Think Tank. In “Link To Leaders” - Portugal